Vivendo entre saltos e pincéis, uma mulher buscando expressar sua feminilidade, suas fragilidades e limites. O pincel como salto ou o salto do pincel? O mais importante, um salto para a liberdade de expressão, embora que SOBRESSALTADA por emoções aparecendo nas PINCELADAS da vida e da memória no curso de uma biografia tão única e singular, a mesma que SALTA aos OUVIDOS da psicanalista que entra em cena e doma a mulher...
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Um pouco mais sobre a relação do sujeito com as drogas.
No que diz respeito ao tratamento, no espaço analítico como nos demais, a toxicomania é estruturada como uma resposta que varia segundo a questão endereçada. Assim, se o analista manifesta de algum modo o desejo de querer o “bem” de seu paciente (por meio de sua cura), este último só poderá recusar e desafiar essa nova sedução de um amor materno alienante, levando-o novamente a se entrincheirar na transgressão. E se a posição do analista vem duplicar um oferecimento de tipo materno, se repetirá com muita freqüência o mesmo roteiro, pois passará a demandar no lugar do paciente enquanto ele se refaz como o objeto do outro antes de desaparecer.
Podemos pensar então, na “abstinência” do analista devendo operar antes da do indivíduo, pois ela é fundante em primeiro lugar, da possibilidade de um espaço de fala, impedindo o analista de se constituir enquanto rival da droga ou como o destinatário dessa prática.
Não restringir a recaída ao momento do uso, mas pensá-la enquanto um processo indo da atividade à passividade e fazendo a inversão sujeito/objeto para objeto/sujeito, pode ser um facilitador no entendimento da droga como um adendo, algo se agregando à estrutura.
Outro pensamento sempre a ressoar pode ser traduzido pela indagação: Por que é mais comum o alcoolismo entre os homens? Será o futuro do filho macho mais comprometido por manter com a mãe uma relação simbolicamente incestuosa, onde ela lhe oferece o que recusa ao marido?
A partir desses questionamentos, me reporto à clínica, lembrando de quando trabalhava mais diretamente com dependentes químicos e fiz um levantamento a respeito dos alcoolistas por mim acompanhados, tendo como resultado um percentual de 90% deles como possuídores do nome do pai. Pensando nos vários Juniores, Filhos e até Netos, sujeitos portadores do nome do pai, restando-lhes apenas o último nome como diferencial e ainda assim, remetendo ao pai. Sem qualquer postulado teórico, apoiada na experiência clínica e sem intenção de generalizar, observo constantemente os inúmeros casos de filhos (as), a quem denomino de “apagados”, alguns deles tentando fazer brilhar sua estrela própria através da toxicomania ou de outras patologias, vindos de pais e mães bem sucedidos profissional e financeiramente, mas bastante desajustados psíquica e emocionalmente. Ouso ir além na minha observação e prática clínicas, percebendo a dificuldade do menino em se sobressair por ter um pai considerado por ele ideal e no caso da menina a sua mãe. Quero com isso ressaltar outro ponto, ou seja, o do ideal do eu nos pais do toxicômano e do eu ideal do toxicômano.
Ao iniciarmos o trabalho com o toxicômano, é necessário fazê-lo elaborar nova queixa, uma queixa sua e não a do toxicômano, fonte enigmática de sofrimento para o despreendimento desse lugar de toxicômano. Acrescenta-se a isso, a importância de se interrogar o tempo de cristalização da fantasia para dar lugar a um “fechamento narcísico” (com freqüência muito antes de qualquer uso de droga).
O vínculo transferencial deverá se organizar em torno da retomada do questionamento fundamental dando ao sujeito o seu lugar: “Que quer o Outro de mim ?” ou “Que sou para o Outro ?” E as provocações e atuações durante o tratamento poderão muitas vezes ser entendidas como novas maneiras de formular essa questão, especialmente sob a forma de um “Você pode me perder”, traduzindo-se por faltas às sessões.
Essas são apenas algumas questões, mas poderemos retomá-las em outro momento e com outras associações.
A Psicanálise e o Social: uma tentativa de aproximação
Nessa tentativa de aproximação entre a Psicanálise e o Social, não há como não pensarmos nos sintomas surgidos na atualidade, alguns deles chegando a caracterizar quadros patológicos como: os distúrbios alimentares (anorexia e bulimia) e adição de drogas. Além disso, os fenômenos de inscrição no real do corpo através de marcas como as tatuagens, os piercings e implantes.
Chama-nos a atenção ainda, o uso indiscriminado de medicamentos como evitação de qualquer tipo de dor física e/ou emocional aliado ao crescimento da indústria farmacológica, que numa relação de troca com a classe médica, acaba por diagnosticar de forma prematura estados de tristeza e luto como depressões.
Outro ponto a merecer destaque tem relação com o desenvolvimento da economia liberal sempre a convidar as pessoas a transporem os limites; o progresso tecnológico e as evoluções no campo da ciência genética, dispensando o homem dos processos de fecundação e fertilização; a horizontalidade das relações, onde os chefes são rejeitados bem como as leis e quando recebidas, são vividas como intrusivas e persecutórias.
A universalização globalizante é efeito das repercussões da ciência aliadas à dominação correlata dos produtos da economia moderna na vida dos sujeitos. O corpo passou a fazer parte do capital e é tratado como tal. Há de se destacar também, um efeito unissex combinando bem com a ideologia de igualdade entre homens e mulheres. Para a ciência é perfeita a redução dos sujeitos em duas categorias: o trabalhador e o consumidor.
Outro ponto a merecer destaque tem relação com o desenvolvimento da economia liberal sempre a convidar as pessoas a transporem os limites; o progresso tecnológico e as evoluções no campo da ciência genética, dispensando o homem dos processos de fecundação e fertilização; a horizontalidade das relações, onde os chefes são rejeitados bem como as leis e quando recebidas, são vividas como intrusivas e persecutórias.
A universalização globalizante é efeito das repercussões da ciência aliadas à dominação correlata dos produtos da economia moderna na vida dos sujeitos. O corpo passou a fazer parte do capital e é tratado como tal. Há de se destacar também, um efeito unissex combinando bem com a ideologia de igualdade entre homens e mulheres. Para a ciência é perfeita a redução dos sujeitos em duas categorias: o trabalhador e o consumidor.
E quais as consequências disso tudo para a sociedade?
Bem, dentre elas podemos destacar: o crescente número de suicídios na adolescência, os suicídios coletivos apartir de uma alienação religiosa e política, a violência desenfreada e a banalização da morte. Somando-se a isso, uma grande apatia ou uma elação geralmente ocasionadas por estimulantes dos mais diversos.
Nessa mutação toda, devemos lembrar que estão em jogo homens e mulheres, pais e mães e a relação entre eles vai determinar outras tantas consequências para os filhos, mas primeiramente é necessário aportarmos um pouco em cada um para depois tentarmos tratar das repercussões dessa relação com os respectivos posicionamentos.
A emancipação feminina aponta fatos contraditórios. Por um lado a autonomia social e profissional das mulheres contribui para a ruptura dos casamentos e por outro, existe a aspiração de todas na busca do “homem ideal”. É a cultura da insatisfação nostálgica com um toque de depressão. As novas liberdades concedidas às mulheres as tornam juízas e mediadas do pai. Um discurso da responsabilidade materna ampliada a ponto de superar a do pai e veiculando uma inversão de valores.
Mas em relação aos homens o que podemos dizer? Eles não só são vistos como provedores, mas também como poderosos, geraram uma competição fazendo as mulheres sentirem-se pobres e consequentemente sonhando em enriquecerem. Com isso, elas esquecem de dosar e ultrapassam todos os limites. Os resultados aparecem na dissociação entre casamento e vida sexual, até as novas configurações de casamentos. São firmados contratos civis de solidariedade ou para conseguir um visto permanente em país estrangeiro, ou para se ter um filho ou adotá-lo.
Para os homens, resta o temor de seu possível desaparecimento no sentido da virilidade fazendo-os terem um movimento constante de auto-afirmação por meio das traições ou da inconstância nas relações. Já para as mulheres, além da oposição entre ser mulher e ser mãe, surge uma tensão entre os sucessos profissionais e a chamada “vida afetiva”.
Ocorre então uma degradação onde sexo e amor ficam dissociados. Uma certa inibição no sentido do adiamento das escolhas e decisões, além de vermos mulheres “encarregadas” do pai. A separação entre reprodução e ato sexual, traz somente a esterilidade e a idade como obstáculos àquelas que pensam poder desempenhar as duas funções.
Como questão principal dessas reflexões deixo:
Um sujeito só se mantém na existência com a condição de estar insatisfeito. Como pensarmos isso a partir de todos os oferecimentos do sistema capitalista? Por que temos tantas pessoas a sofrerem de inibição tendo os apelos do consumismo para a satisfação plena do gozo?
Essa será mais uma questão em aberto que tentarei elucidar mais tarde!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
PROSTITUIÇÃO e BEATITUDE: a impropriedade do próprio corpo
Serena e deliciosa - 39 anos - Jardins
“Tenho 39 anos, corpinho de 25 e bumbum de 18 anos. Completa ...”
São Paulo
Brasil
São Paulo
Brasil
“Nada me resta senão me perder em você,
Senão morrer um pouco,
Senão gozar sem saber do que se goza”.
Santa Tereza D’Ávila com adaptação de Murilo Salles
Dando continuidade a um tema sobre o qual venho me debruçando nos últimos tempos a saber, a feminilidade, e partindo da escuta e observação de algumas mulheres no consultório, surgiu a necessidade de tentar aprofundar os estudos acerca do gozo e suas relações com a prostituição e a beatitude. Por serem temas tão vastos e polêmicos decidi recorrer às suas definições.
Prostituição pode ser definida como a troca consciente de favores sexuais por interesses não sentimentais ou afetivos. Apesar de comumente a prostituição consistir numa relação de troca entre sexo e dinheiro, esta não é uma regra. Pode-se trocar relações sexuais por favorecimento profissional, por bens materiais (incluindo-se o dinheiro), por informação, etc. A prostituição caracteriza-se também pela venda do corpo, seja em fotos ou filmes em que se deixam à mostra partes íntimas do corpo.
Beatitude é considerada 1. Bem-aventurança. 2. Gozo de alma dos que se absorvem em contemplações místicas. 3. Bem-estar.
Beatitude é considerada 1. Bem-aventurança. 2. Gozo de alma dos que se absorvem em contemplações místicas. 3. Bem-estar.
Comecemos pelo gozo-do-corpo, o gozo do ser pela imagem do outro, ou de si, tomada especularmente. Nessa passagem do ser ao ter, há a divisão do sujeito em dois tempos lógicos com os movimentos centrípeto e centrífugo, considerados fenda (eu ideal) e refenda (ideal de eu).
A importância dessa passagem é apontada por Lacan como diretriz na clínica para podermos tocar o real do sintoma a partir da fala, pois havendo falta no campo do Outro, o sujeito poderá ter acesso ao chamado gozo fálico.
Lacan no Seminário 20 mais, ainda, diz haver um gozo d’A Mulher, um gozo dela, desse ela que não existe e não significa nada. “Há um gozo dela sobre o qual talvez ela mesma não saiba nada a não ser o que experimenta – isto ela sabe”. Exatamente por ser não-toda, a mulher tem um gozo suplementar. Ele enfatiza a palavra suplementar, pois se fosse complementar cairíamos no todo e alerta para a relação ao designado gozo fálico. Esse gozo suplementar é denominado gozo Outro ou Outro gozo. Contudo, existem homens aí posicionados e a experimentarem a idéia de um gozo mais além. São os chamados místicos. A experiência mística é uma forma de escapar a esse amor incompleto.
Santa Tereza D’Ávila, a quem encontramos sob a forma de uma estátua do escultor Bernini a ilustrar a capa do Seminário 20, é uma das místicas estudadas por Lacan. Ela viveu no século XVI e foi personalidade inquieta, reformadora incansável e fundadora de conventos carmelitas. Escreveu vários livros em poesia e prosa. Tereza não compreende seus arroubos. Só sabe que goza. É de seu êxtase que ela fala na famosa passagem proferida por Lacan no Encore e eternizada pelo escultor Bernini. Assim verbaliza:
“Vi um anjo perto de mim, do lado esquerdo... não era grande, mas pequeno e muito belo... e o rosto tão iluminado que deveria ser dos anjos muito próximos a Deus. Via-lhe nas mãos um comprido dardo de ouro. Na ponta, julguei haver um pouco de fogo. Parecia que ele o metia pelo meu coração adentro, de modo que chegava às entranhas; tinha eu a impressão que as levava consigo, deixando-me toda abrasada em grande amor de Deus. Era tão intensa a dor que me fazia soltar gemidos e tão excessiva a suavidade que me deixava aquela dor infinita...”
A partir da escultura de Bernini, irrompeu inesperadamente nos muros de Lisboa, em 1994, esse grafito de Santa Tereza D'Ávila como expressão visual espontânea nomeadamente num dos suportes do viaduto de Alcântara.
Com relação ao gozo-do-Outro, vemos o sacrifício do corpo por não se saber as razões pelas quais goza. É o gozo do corpo, onde o corpo goza de si mesmo. Um gozo simbolizado pelo corpo não sendo signo do amor. Todo excesso de tensão participa do gozo-do-Outro como manifestação de sofrimento, desde a dor mais refinada até as dores lancinantes das patologias orgânicas. Importante ressaltar serem as variações da dor tributárias da subjetividade.
Pensemos aqui na prostituição e nas mulheres submetidas aos maus tratos e sua relação com esse gozo. Um corpo entregue ao Outro, sem identidade e sem consistência. Um corpo sem identidade, o corpo físico dedutível do gozo primário do Outro Real e representado pelo corpo materno, naturalmente complacente às necessidades do bebê. Daí podermos pensar numa falha na constituição do sujeito e consequente dificuldade de articular-se na linguagem e na enunciação.
Na clínica surgem os obstáculos ao tratamento e a angústia avassaladora a permear as falas desses assujeitados. A definição de prostituição anteriormente descrita, aponta uma relação de comercialização de um corpo para além do monetário, mesmo adquirindo um valor de mercado outros elementos poderão entrar em cena como puros valores significantes de um corpo preso ao sentido de circular. Não será daí o ponto de partida para o analista, pensar os elementos significantes e circulantes como se fossem “o fio da meada”?
Mas e as beatas ou simplesmente as analisantes convictas de estarem subjugadas à vontade divina, como tratá-las sendo a fé a norteadora de suas vidas? Parece ser exatamente o ato da fé responsável pela desapropriação do corpo, fazendo passar o Outro pelo próprio corpo. E por que isso ocorre? Elas talvez queiram o gozo perdido do pai ideal, que já está morto. Para vislumbrá-lo é preciso ir além da relação fantasmática com seu parceiro masculino. É preciso um atravessamento. E onde isso se encontra? Sendo o significante Outro do amor um amante castrado ou um homem morto, surge a figura de Deus a provocar a adoração feminina.
Como ponto de abertura, trago a impropriedade do próprio corpo podendo ser observada tanto na prostituição como na beatitude, mas a partir de uma conceitualização mais ampla e sem deixar de resguardar as diferenças. Corpos desapropriados seja para não enlouquecerem, fazendo de uma impossibilidade de apropriação uma necessidade vital, seja por uma convicção respaldada na fé como meio de empréstimo ao Outro. Corpos sem propriedade, corpos clamando por reconhecimento para poderem se apropriar do próprio corpo, fazendo dele um corpo próprio.
Para finalizar, tomo como referência o filme Nome Próprio de Murilo Salles rico na abordagem do universo feminino, citando um trecho da protagonista Leandra Leal na pele de Camila Lopes:
“Hoje vou procurar a palavra que se perdeu, que escapuliu entre meus dedos, que escorreu por minhas mãos. Eu hoje vou conter nas letras esse fluxo que não para de me levar pra longe daqui. Eu hoje vou ficar aqui quieta, enquanto frases se formam, enquanto parágrafos inteiros se fixam na tela. Alguns fogem. E eu deixo que fujam porque sei que posso recuperá-los, melhores, adiante. Não me desespero mais. Encontrei o leito por onde escoar o meu excesso”.
Segundo Murilo, o que dá corpo ao corpo de Camila são suas palavras, pois nos longos e áridos momentos em que ela não está escrevendo o seu corpo é um corpo nu, despido de palavras, um amontoado de carne e ossos e por isso se apresenta tão vulnerável e indefesa. Ele nos diz:
“O corpo apodrece. Ossos e músculos são muito frágeis, não têm vigor! Não sustentam o pensamento, nem sequer uma única dúvida existencial”.
E o diretor do filme complementa:
“Ainda por cima, hoje, tudo é um grande texto e o que interessa é o sentido que damos às nossas re-escrituras, como determinamos nossas escolhas. Não interessa se fundadas na vida real ou imaginada, pois a operação da escrita é uma operação de ficção, você exerce o poder do narrar, que é sempre uma escolha, um recorte, uma visão de mundo, uma possessão. Mas, filme pronto, tudo isso passou a me inquietar. O nome do filme me trazia um desconforto ético, porque também não era uma história, era só ficção. Descobri ao final de tudo que estava procurando um Nome Próprio”.
Não será exatamente essa a função da análise, possibilitar ao sujeito uma narração da ficção da sua história, onde a partir do seu próprio nome poderá se encontrar com o seu Nome Próprio, para operar assim a passagem do próprio corpo para um Corpo Próprio?
QUE PAÍS É ESTE? QUE PAIS SÃO ESSES! ALGUMAS QUESTÕES SOBRE AS TOXICOMANIAS
A insistência no acompanhamento a toxicômanos, tarefa árdua mesclando o inusitado ao surpreendente e geradora de grande carga de frustração, deve acima de tudo colocar em voga o desejo e o desafio.
Saliento a ênfase dada na relação do indivíduo com a droga levando-se em consideração o tipo de droga eleito por cada um. Destacando ainda, o fato do termo droga não se restringir à substância química, sendo extensivo a outros elementos como o jogo, o sexo, o trabalho, o alimento, uma religião, etc..., mas sendo a droga fundamentalmente materna. Ela acalma, estimula, dá prazer
.
Outro ponto fundamental é pensar o indivíduo e interrogá-lo enquanto “depositário da doença familiar”. Questões conceituais sobre as drogas e seus efeitos, os tipos de usuários, nível de dependência, síndrome de abstinência, tolerância, tornam-se indispensáveis.
Uma outra questão suscitada é saber o porquê das várias pessoas experimentadoras de drogas, não se tornarem dependentes. Charles Melman em “Novas Formas Clínicas no início do Terceiro Milênio”, distingue dois grupos de indivíduos. Uns que privilegiam a existência, mesmo dolorosa e rejeitam a idéia de um produto com o objetivo de aboli-la. E há outros para os quais essa existência não provoca prazer, senão ao aboli-la.
O que fazermos então, diante disso? Da dificuldade de sustentação de um discurso válido junto ao toxicômano? Como evitarmos o discurso fundamentalmente moralizador, apoiado em instâncias normalizadoras como Deus, pai, moral ou razão?
Tentarei responder à algumas dessas questões na próxima postagem...
AGUARDEM...
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